A arte participativa de Pawel Althamer

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No mesmo mês em que David Hockney criticou os artistas que se utilizam de assistentes para a confecção de suas obras, se encerra no Guggenheim de Berlim uma mostra de Pawel Althamer – que tem a cooperação como marca de seu trabalho. Um dos maiores nomes da arte contemporânea da Polônia, ele não conta apenas com assistentes para realizar suas esculturas e instalações, mas também com familiares, amigos e o grande público.

Um marco nesta trajetória de produções coletivas é a recente “Almech”, uma exposição “in progress” que retratou o universo de criação de uma mostra e seus agentes, através de esculturas de funcionários do museu e do Deutsche Bank (onde fica localizado o Guggenheim), além de correntistas e do público visitante.

Em uma primeira etapa, parte da fábrica de plásticos do pai de Pawel (que dá nome à mostra) foi levada de Varsóvia para a Alemanha, colocando máquinas e trabalhadores dentro de um espaço artístico. Essa troca foi sinalizada com duas placas: uma “Almech”, colocada no museu de Berlim e outra “Deutsche Guggenheim”, na fábrica na Polônia. Em seguida, começaram a ser produzidos os moldes em plástico dos rostos das pessoas, depois montados em estruturas metálicas com tiras de plástico. O público interessado em participar foi selecionado através de um sorteio, passando assim de simples audiência para agentes ativos no trabalho.

No decorrer da exposição, os espaços do museu foram pouco a pouco preenchidos e o processo de produção e a colaboração tiveram papel fundamental na mostra. Será que Hockney elogiaria este trabalho?

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