Códigos do racionalismo arquitetônico

Fallingwater Frank Lloyd Wright 1932

No capítulo Os códigos arquitetônicos do racionalismo, o oitavo do livro História da Arquitetura e do Urbanismo: Capitalismo e Socialismo, ainda inédito no Brasil, Roberto Segre aborda o tema das estruturas urbanas nos Anos 20 do século 20, oferecendo não apenas uma análise dos condicionantes sociais, econômicos e políticos do período, bem como dos aspectos técnicos e estético-figurativos inerentes. Nele é abordado o surgimento de uma nova orientação para a arquitetura, mais racionalista, e radicalmente contrária ao academicismo vigente – principalmente o do século XIX, expresso no Ecletismo.

A novidade foi difundida originalmente em escolas como a Bauhaus, na Alemanha, e Vuthemas, na Rússia, sendo mais tarde disseminada e adotada em outros países ao redor do mundo. Tais escolas pregavam a total renovação do fazer na arquitetura. O rompimento com a história, presente no discurso de pensadores como Adolf Loos, Walter Gropius  (foto) e Mies Van der Rohe, citando três dos principais balizadores, foi um divisor de águas fundamental para a implantação da arquitetura racionalista.

A década das transformações

Os Anos 20 deram início a um período de grandes transformações não somente no campo da arquitetura, como também no da arte, em que podemos destacar o surgimento de movimentos como o cubismo, o purismo, o surrealismo, o futurismo e o expressionismo. Arte e arquitetura passaram a caminhar juntas.

Artistas como Braque, Picasso, Marinetti, Ozenfant, Léger e Mondrian firmaram-se como importantes pensadores da arte moderna. No campo da arquitetura, dois nomes tornaram-se fundamentais para a disseminação dos novos fundamentos na arquitetura: o francês Le Corbusier e o norte-americano Frank Lloyd Wright, cujos legados seguem influenciando arquitetos em todo o Mundo até os dias de hoje.

O principal expoente

Le Corbusier sagrou-se a principal figura da arquitetura no século 20 ao tangibilizar a ideia de uma construção voltada para o indivíduo e seu entorno. O urbanismo, como conhecido hoje, é outro reflexo desse novo pensamento racionalista, em que a adoção de formas geométricas puras e materiais até então inéditos na construção – o aço, o concreto e o vidro – seria aplicada não somente na Europa, como em países da África, Ásia, Europa e das Américas.

Não é errado afirmar que as ideias de industrialização, economia e a recém-descoberta noção do design norteariam a construção do novo ambiente a ser habitado pelo homem: mais econômico, limpo, útil. As máximas “menos é mais” (Mies Van der Rohe) e “forma é função” (Louis Sullivan) são usadas até hoje. Algo que nos leva a acreditar que a arquitetura moderna continua exercendo grande influência na contemporaneidade.

Raridade

Ouça abaixo um depoimento do arquiteto Frank Lloyd Wright, gravado em 1957, autor de projetos como o da Fallingwater (destaque), a famosa residência construída em 1932.

 

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