quinta 27 Abr 2017

quem somos

supergiba@gmail.com

Nada pode ser mais clichê do que a seção de “Quem somos”. Todo site tem uma, e neste não poderia ser diferente… Como escapar do previsível com a mínima criatividade? A resposta vem na forma de um bate-papo fictício entre o jornalista carioca Gilberto de Abreu e o seu alterego Supergiba. Em comum, eles se dedicam à compreensão da arte contemporânea brasileira e internacional, e acreditam que mais gente pode se interessar pelo assunto.

Que esse diálogo possa nos aproximar.

 

Gilberto de Abreu: Fale sobre o seu envolvimento com a arte.

Supergiba: Meu caso de amor começou ainda na infância, num daqueles cursos de inglês em fascículos. Lembro-me de uma pergunta, sobre o que gostaria de ser quando crescesse, e de ter respondido que gostaria de ser astronauta ou jornalista. Queria ver o mundo sob outro ponto de vista, e fazer com que as pessoas também o vissem. Acreditava que ambas as profissões me permitiriam isso…

Você já esteve na lua?

Não, mas cheguei bem perto olhando através de uma luneta. Como jornalista, viajei bastante. Estive nos Estados Unidos, no Chile e no Reino Unido entrevistando artistas, curadores e diretores de instituições culturais. Foi como ir à lua…

Onde publicou seus primeiros textos sobre artes plásticas?

Como repórter do extinto Tribuna Bis, suplemento cultural da finada Tribuna da Imprensa, tive a oportunidade de entrevistar grandes nomes da arte moderna e contemporânea brasileira. Pude conhecer pessoalmente Amilcar de Castro, Anna Bella Geiger, Carlos Scliar, Cildo Meirelles, Daniel Senise, Franz Weissmann, José Leonilson, Waltercio Caldas e uma centena de outros nomes, entre artistas, curadores, galeristas. Tinha 23 anos e a minha cabeça era, se comparado ao desafio de um artista, um enorme cubo branco.

Não viu de perto a chamada Geração 80?

Infelizmente não. Entrei para a faculdade em 1987, e as primeiras incursões às galeria se deram a partir daí. Em compensação, já nos anos 90, testemunhei o surgimento de muita gente interessante: Efraim Almeida, Erika Vesti, Vicente de Mello, Márcia X, Maurício Ruiz, Rosana Palazyan, Ricardo Ventura, Tonico Lemos e muitos outros. Os guardo no coração e nas paredes aqui de casa.

Fazendo as contas são quase 20 anos de convívio com a arte…

Sim, em 2012. Duas décadas passam depressa. Nesse tempo fui pulando, de galho em galho, e passei pelas redações dos principais meios de comunicação do país: O Globo, Folha de S. Paulo, Bravo e, por último, o Jornal do Brasil. Sempre escrevendo sobre cultura. Sempre de olho nas artes plásticas. Acredito que os artistas gostavam de mim, mais ainda do modo como os traduzia em minhas reportagens. Os leitores, estes também gostavam… Muita gente que entrevistei perguntava se eu também era artista. Com o tempo, deixei de lado perguntas mais objetivas e encarei a subjetividade como um exercício de aproximação.

Por que você deixou de escrever para a mídia impressa?

A crise vivida pelo JB nos anos 2000 – contraditoriamente o meu período mais fértil profissionalmente – me levou a trabalhar com design, branding, outro universo criativo, igualmente rico em poética. Lembro-me de ter convidado artistas como Daniel Senise para dar palestras aos designers, e de ter feito um caminho contrário, apresentando designers para galeristas, como foi com Eduardo Berliner, que entrou para o time da Laura Marsiaj Arte Contemporânea.

E o projeto do blog, como surgiu?

Surgiu como um remédio à saudável cobrança dos artistas, que sempre me perguntavam por onde eu andava. Uns declaravam-se saudosos dos meus textos, outros do convívio comigo, das visitas aos ateliês. Eu também estava com saudades de escrever sobre artes plásticas. Passado um jejum de quase cinco anos, criei o Supergiba. Aos poucos, reatei meu namoro com a arte.

Apresente o Supergiba para quem não o conhece.

Acho um blog diversificado, fácil de ler, gostoso de ver. Tento fazer um painel do que acontece na cena brasileira e internacional.  Tem sempre novidades, conteúdo exclusivo, notícias de mercado, coisas que vejo, leio, pesquiso e me contam por aí.

Onde você pretende chegar com o Supergiba?

Na Lua. Esta seria uma excelente resposta…

 

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